(Foto: Sebastião Salgado)Há quem diga que as mulheres seriam e são mais sensíveis, éticas e humanas na vocação político-partidária. Tivemos recentemente em Salvador uma secretária da Educação, que se intitulava “a negona” – racista, portanto - e que, depois de uma meia gerência medíocre desta secretaria, licenciou-se, desconhecida nacionalmente, tentando alçar vôo ao Senado, sendo, obviamente, derrotada: não tinha nem competência, nem sabedoria, nem projeção, nem experiência para tanto. E experiência é a vocação do Senado. Se não me falha, além de ter sido secretária parcialmente, havia sido vereadora antes. Ponto. Currículo curto. Não se sabe se talvez tenha sido anteriormente síndica de condomínio, dirigente de encontro de casais ou algo que o valha. Ganhamos com sua pretensão e queda. Mulheres na política, em comparação aos homens, não temos em quantidade, mas, historicamente, em oposição à teoria da sensibilidade para as questões que afligem os cidadãos, há uma boa amostragem de reacionárias no Brasil e no mundo, no presente e no passado: margareth tatcher, marta suplicy, roseana sarney, condoleezza rice, tzipi livni, yeda crusius, cristina kirchner etc. Em termos absolutos, obviamente, os homens são mais reacionários. Mas e em termos relativos arrisca-se um prognóstico? Sabe-se que o mítico matriarcado das amazonas não era tão matriarcado assim. Benazir Bhutto se tornou a primeira premiê de um Estado muçulmano. Por duas vezes foi primeira-ministra e por duas vezes foi destituída – por dois presidentes - sob acusações de abuso de poder, nepotismo, corrupção, improbidade administrativa e pela morte extrajudicial de detentos, tendo sido condenada pela Justiça do Paquistão por desvio e lavagem de dinheiro. E quanto à Dilma Roussef, o que poderia ser? Estaria mais para o grupo feminino de direita ou para nossa meia secretária voadora? Claro que Dilma tem muito mais currículo que esta: participou da reestruturação do PTB e da fundação do PDT; foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul por duas vezes; participou da luta armada, atuando em organizações terroristas; esteve presa e diz ter sido torturada; além de ter um notório e consagrado engenheiro de vôo. Por outro lado, temos no mundo esperança no trabalho de Hillary, esta sim Senadora competente e ex-primeira-dama; e, no Brasil, além de Erundina, Heloisa Helena e Marina Silva – sensíveis no melhor sentido do termo e, no mínimo, competentes - nutrimos simpatia pela Prefeita mineira que dignamente cortou do seu próprio salário há pouco. Quanto a isto vamos deixar o tempo dizer se é demagogia ou ética, se neste meio tempo tivermos a perspectiva de uma visão panorâmica. Mas, talvez nem isto tenhamos. Collor (a gramática pede maiúscula em início de frase) também encenou ética na caça aos marajás e com isso desbravou seu caminho ao Planalto guiado por roberto marinho. Depois, tivemos tempo de ver quem era realmente o marajá... Ora, por que enfiamos o collor aqui, se estamos tratando de mulheres? Logo ele que ainda esbravejava que tinha "aquilo roxo”?

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