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terça-feira, 21 de abril de 2009

"VEJA": TOTALMENTE DISPENSÁVEL

(Foto: Erick_1968)

Leio uma matéria de Veja (edição 2109), assinada por Ronaldo Soares, sobre a, no mínimo, polêmica construção de muros ao redor de favelas no Rio de Janeiro pelo Governo estadual. O jornalista lá pelas tantas diz que “Pode ser o sinal de que, finalmente, o poder público resolveu deixar a demagogia de lado e combater com seriedade o processo de favelização”. O grifo é meu… Vou fazer uma pausa... Vou ali pegar um café... [Foco em outro Ronaldo, o fenômeno: participou da jogada que gerou o primeiro gol da semifinal contra o São Paulo e marcou o segundo duma belíssima arrancada, digna de quem de forma alguma está fora de forma!]. Voltemos ao tal Ronaldo do texto… Café amargo… duro de engolir. Vejamos: ele crê que um muro tem o poder de conter o processo de favelização (dentro deste raciocínio brilhante, por que então não murar o Brasil para combater a entrada de armas e drogas?). Ufano, defende que o muro é um “marco histórico”. Realmente, muro é marco, demarcação, e uma demarcação serve para separar, distinguir. Histórico também o é, pois a história está impregnada dessas iniciativas lamentáveis: Berlim, Palestina, Coréia, Auschvitz, etc.; e, deve-se aprender com a história, todos partitivos. Muro é para segregar. Quando não há consenso, quando não há Justiça, quando não há diálogo, união ou partilha, muros são erguidos. Muros na alma antes de muros concretos. No caso do Rio, o muro serve unicamente para desviar o olhar sobre uma realidade incômoda para quem está confortavelmente dentro da sociedade, como concorda o espanhol El País. É a concretização do apartheid que, de fato, vivemos. Contudo, sem dificuldades, a favela vai “pular” o tal muro de três metros. Favela é como água, não pode ser contida com muro. Não se pode reprimir nem suas mazelas, nem sua vibrante cultura, nem sua vida pulsante, que não se encontra em nenhum condomínio de luxo. Favelas são formadas por pessoas safas (em todas as acepções do termo), que estão acostumadas à guerra diária e a driblar obstáculos de toda natureza num cotidiano penoso, que o moço do artigo definitivamente não conhece, nem na teoria como demonstra, nem na prática como se subentende (talvez tenha sido, como se diz, um menino amarelo criado em apartamento pela avó). Ronaldo Soares pensa que as pessoas são faveladas por opção e não, pelo contrário, por falta de opção. Provavelmente, nunca visitou uma favela para saber que, sob muitos aspectos, só um masoquista optaria por morar em uma, tendo disponíveis outras escolhas. Quer dizer, o sujeito constrói um barraco porque não tem dinheiro para o aluguel, e constrói na favela porque não tem opção de lugar e porque há pares: óbvio ululante. Ninguém tem como projeto de vida morar pendurado em barranco. Murar uma favela, evidente, não é combater o problema com seriedade como quer com simplismo o rapaz de Veja. Combatê-lo com seriedade seria gerar empregos e moradias populares; proporcionar crédito; criar salas de aula, áreas de esporte e lazer, espaços culturais e postos de saúde; acabar com o tráfico de armas e drogas; melhorar o nível da polícia em todos os aspectos; acabar com o desvio de verba pública por políticos e empresários corruptos; acabar com a sonegação fiscal; etc. etc. Veja - que já foi, há muito, uma revista semanal combativa de alto nível - realmente atingiu o fundo do poço com um time à altura, e com matérias superficiais, tendenciosas e reacionárias. A falta de profundidade e amplitude analítica do mentor do “texto” de Veja é espantosa, para não dizer hilária. O próprio rapaz lida com argumentos contraditórios em seu testículo; ou melhor, inocentemente, não consegue ter um olhar crítico sobre o objeto de sua pauta. Reporta ele: “Os que são contrários à idéia lembram que as favelas, principalmente as da Zona Sul, crescem pouco para os lados. A maior expansão dá-se verticalmente - há edifícios de mais de 10 pavimentos em algumas delas. As que foram selecionadas para o projeto realmente aumentaram muito pouco sua área. Avançaram apenas 1,18% entre 1999 e 2008, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), ligado à prefeitura do Rio”. Tiro no pé: a munição que Soares toma dos opositores à idéia do muro - que defende - não serve como contraponto, apenas ilumina a fragilidade de sua própria tese, demonstrando por um órgão ligado à própria prefeitura que a expansão é irrisória (pouco mais de 1% em uma década!?), donde se conclui que o intuito do muro não é conter avanços, mas separar (bom, já que crescem verticalmente, mais eficaz, creio, não seria murar, mas, sim, tampar!). Ingenuamente, numa linha torta de raciocínio, o jornalista não percebe debaixo de seu nariz que o argumento contrário à murada denuncia a inconsistência do objetivo oficialmente proclamado: a contenção dos barracos. Outra afirmação estapafúrdia é que os barracos seriam prejuízo para a imagem do Rio. Ronaldo entende que para não estragar sua bucólica paisagem carioca deva-se jogar a sujeira debaixo do tapete. Ou, melhor, para trás do muro. Prejuízo real à imagem é o que os barracos simbolizam: desigualdade feroz e injustiça social gritante. O rapaz do artigo promove, então, uma inversão de valores em sua análise: negativo para o Rio não é a imagem dos barracos, mas seu conteúdo, o que lhe é imanente, fruto de um sistema social nefasto; ou, negativo é o estado de coisas que marginaliza pessoas, cidadãos, trabalhadores, tornando-os, por um lado, reféns do crime nas favelas, e, por outro, órfãos de um Estado demagógico, corrupto e inapto (Estado forjado por cidadãos desejados na hora do voto, cidadãos que alçam essa corja de vagabundos ao poder, o mesmo poder que depois os descarta sumariamente). Sem contar que o dito escritor toma causa por efeito: favela é efeito, não causa. As causas do problema (que deveriam efetivamente ser contidas) são a desigualdade social, o sistema injusto, o capitalismo voraz, a ganância das elites, a corrupção e a manutenção do status quo. Políticas sérias, sabe-se, deveriam atacar causas estruturais, ao mesmo tempo em que, paralelamente, minimizariam temporariamente os efeitos com programas sociais igualmente sérios. Na lógica do Ronaldo, por exemplo, Bolsa Família seria um programa para erradicar a miséria, e não o paliativo emergencial que pretende ou diz ser. Além da falta de consistência em suas proposições, o autor de Veja comete um erro grosseiro e outra deselegância. Tecnicamente, falha ao afirmar que há 1000 favelas no Rio de Janeiro: são, na verdade, em torno de 700, e o problema é mais grave em São Paulo, que tem 2100, o triplo! No campo da reverência a quem se deve, Ronaldo (que não é nenhum fenômeno) erra feio ao chamar de “palpiteiro de plantão” ninguém menos que o escritor português José Saramago, notoriamente um progressista consistente, que apontou corretamente o “viés ideológico” do projeto, adequadamente comparando-o em seu blog com os muros de Berlim e da Palestina. Saramago (Prêmio Nobel de Literatura e o mais importante escritor vivo de língua portuguesa no mundo!) deveria ser mais respeitado e mesmo mais lido por esse Soares, que viria a aprender muito (provavelmente nunca o suficiente para atingir o nível de um Nobel, mas, com certeza, algo para lapidar pouco mais sua insipiente escrita). A propósito, no bojo do que seria esta seriíssima proposta para a contenção de problemas crônicos, e uma vez que iniciativas acertadas devem ser aplicadas em outros setores da sociedade, por que então não murar Daniel Dantas; Eliana Tranchesi; José Sarney; Gilmar Mendes; Michel Temer; Roseana Sarney; os ministros do TSE, que roubaram o mandato de Jackson Lago para Roseana; todos os deputados que fazem a farra dos vôos com dinheiro público; etc. etc. etc.? Dessa forma, a corrupção, a canalhice, a falta de caráter, a roubalheira, a exploração, o enriquecimento ilícito e tantas outras podridões nacionais estariam devidamente sepultadas junto com as indesejáveis favelas… Mas, não vamos ser perdulários, que os tempos não nos permitem: uma área de 3m3 para cada um deles é mais que suficiente, até para exercitarem-se, com uma abertura para respiro, outra para alimentação, outra para defecação e uma tampa transparente para incidência dos raios solares…

segunda-feira, 6 de abril de 2009

DESPRENDIDA APESAR DE SÓRDIDA LADRA USUAL - DASLU

(Foto: hique)

Tranchesi e sua quadrilha foram condenados, em primeira instância, por fraude em importações, formação de quadrilha e falsidade ideológica e descaminho tentado e consumado (importar ou exportar mercadoria lícita sem os devidos pagamentos de impostos). Eu tenho algumas dúvidas. Muitas, na verdade. Por exemplo, me pergunto quantos presidiários adoentados não têm acesso a um sistema de saúde? Quantas escolas, creches, hospitais, delegacias, postos de saúde, sistemas de transporte, sistemas de saneamento básico, espaços de lazer, universidades, casas populares, estradas, portos, aeroportos etc. etc. etc. seriam construídos com o bilhão de reais sonegado pela meliante da Daslu? Que caráter tem alguém que declara 12 reais por uma mercadoria comprada a dois mil reais? Quantos presos condenados a uma pena tão alta quanto a desta senhora no Brasil são imediatamente soltos e baseado em quê? Quantas autoridades o dinheiro dessa criminosa comprou para esta soltura gratuita após a legítima condenação por uma juíza? A grande mídia, clara e igualmente comprada e silenciada, não tem dado o devido destaque a este relaxamento da prisão da escroque chique e sua quadrilha. Se, por acaso, o casal Nardoni, preso preventivamente, fosse solto por habeas corpus imediatamente o que a opinião pública diria? Diferente de Tranchesi, condenada, o casal Nardoni ainda nem foi a julgamento. O casal já teve negados mais de dez pedidos para responder o processo em liberdade e a alegação às negativas é de que representariam perigo à sociedade. Tranchesi, reincidente, com poder econômico, social e, sem dúvida, político, não representaria perigo de continuidade criminosa por sonegação, podendo prosseguir a roubar, indiretamente, da comunidade? O Ministério Público crê que sim. “Na avaliação do MPF, a sentença da juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, Maria Isabel do Prado, imputa o reconhecimento da existência de uma organização criminosa e a reiteração dos crimes já cometidos, o que impede o recurso em liberdade. Somados todos os crimes, a pena de Tranchesi chega a 94,5 anos de prisão”. Segundo o MPF, “essa quadrilha atuava de forma muito confiante pelo poder social e político que tinha. Segundo o procurador do Ministério Público Federal de São Paulo, Matheus Baraldi Magnani, os acusados cometeram no Porto de Itajaí o mesmo crime de descaminho (fraude em importações) cometido no Aeroporto de Guarulhos, enquanto respondiam o processo em liberdade. Com isso, incorreram em reiteração de prática criminosa: o grande motivo da recusa dos habeas corpus é a questão da organização criminosa, pois a lei traz imputações severas a este crime e o principal deles é não recorrer em liberdade. Na avaliação do procurador, a Operação Narciso atingiu o seu objetivo, pois quando foi deflagrada, em 2005, se falou em exagero, a atuação das autoridades foi questionada e não se acreditava em uma condenação, ‘mas o MPF federal estava confortável e amparado em um mar de provas, principalmente pela boa atuação da Receita Federal’. Ele disse também que a atuação da juíza foi louvável. ‘Organização criminosa não é só coisa de desgraçado com fuzil na mão, rico também integra organização criminosa’. Ele voltou a afirmar que as penas dos réus são bastante severas porque ‘eles não precisavam disso e foram motivados por cobiça’”. No entanto, no mesmo dia dessa declaração, a prisão da empresária, do irmão dela e de mais cinco bandidos da quadrilha foi revogada pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, e pelo desembargador federal Luiz Stefanini, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Sonegar um bilhão de reais sonega benefícios públicos para incontáveis crianças, idosos e necessitados, tanto quanto o nefasto tráfico de drogas sonega em vida, saúde e sanidade às pessoas e famílias. Em suma, esta mulher é uma criminosa da pior espécie, a espécie que não leva em conta seu semelhante, apenas seu luxo, prazer e mordomia, achando que a vida é um belo passeio particular de primeira classe. Esta mulher deve, então, permanecer presa, pois já provou por ser reincidente que representa perigo à sociedade, não justificando o recurso do habeas corpus. Mas, com absoluta certeza, isto não irá acontecer, nem está acontecendo, pois ela já “molhou a mão” de muita gente graúda e sem caráter deste país. Onde estará agora o paladino da ética, Gilmar Mendes, para bravatear contra isto, como sempre costuma fazer em outros casos? Onde está agora Daniel Dantas? “De acordo com a defesa, a juíza se contradiz ao citar Eliana Tranchesi como delinquente contumaz e, mais adiante, na mesma sentença, ressalta que Eliana não possui antecedentes criminais e que a defesa irá rebater as tortuosas conclusões da sentença, de modo a afastar a injusta e nefasta condenação que lhe foi imposta". Como não delinquente? Como não contumaz se é reincidente? Como condenação injusta pela sonegação de um bilhão de reais em impostos? A Justiça considerou o grupo "uma quadrilha que cometeu crimes financeiros de forma habitual e recorrente, mesmo após a denúncia do Ministério Público Federal. O grupo foi desmontado em 2005, após operação da Polícia Federal e Receita. Apesar da condenação, no Brasil, ninguém pode permanecer preso por mais de 30 anos. Nas 500 páginas da sentença, a juíza Maria Isabel do Prado destacou que houve ‘ganância’ e que Tranchesi ‘demonstrou ter personalidade integralmente voltada para o crime’. Em sua decisão, a juíza menciona que a ‘organização criminosa’ também deve ser presa por ter ‘conexões no estrangeiro’ e que ‘os acusados praticaram crimes de forma habitual, como verdadeiro modo de vida, ou seja, são literalmente profissionais do crime’. Além disso, Magnani citou o fato de os crimes continuarem sendo cometidos em outros locais, mesmo após descobertos”...

(Crédito de citações: Agência Estado)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DE NOVO, O MANGABEIRA...


Mangabeira reuniu-se com deputados nordestinos a propor a transformação do Nordeste numa China brasileira! O Nordeste é a nossa China. Pode ser a nossa China no mau sentido ou no bom sentido. Será a nossa China no mau sentido se for apenas um manancial de trabalho barato. Será a nossa China no bom sentido se virar uma grande fábrica de engenho e de inovação. Eu, se fosse um deputado federal, pegaria pesado com esse menino, o Unger, por me fazer perder o meu tempo com conversinhas. Eu, na qualidade de um cidadão comum, já lhe diria umas boas. Esse rapaz é um poço de retórica vazia e generalidades. Qual será, efetivamente, o trabalho que ele realiza num ministério em tudo patético, para justificar seus proventos? Bom, para um ministério patético, um ministro patético... Em tempos de crise mundial gravíssima, um ministro, auxiliar do executivo, ao invés de trazer projetos concretos a serem implantados, defende que o Nordeste vire “uma grande fábrica de engenho e inovação”. O que seria isto, concretamente? Ao que eu saiba, devaneios argumentativos cabem - no máximo e com limites - às casas parlamentares, como o próprio nome indica, Congresso Nacional e câmaras de vereadores. Ministros são empossados para a ação, direcionada pelo Presidente, para trazerem soluções a problemas detectados, estabelecerem prioridades e campos de ação e gerirem orçamentos e recusos humanos. Mangabeira, porém, não disse qual será exatamente a sua proposta [ele não tem uma!], preferindo falar apenas dos princípios de ação. O primeiro deles, afirmou, é construir o ideário abrangente, entendido como uma causa nacional. Além disso, defendeu a organização de uma campanha que ajude a levar o Nordeste para o centro do debate. Vejamos: “ideário abrangente”; “causa nacional”; “levar o Nordeste para o centro do debate”... É uma tal de Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos que este moço dirige. Não seria mais apropriado um Ministério do Clichê? Até o deputado Julio Cesar, do Piauí, reagiu: Isso tudo é muito teórico. Se não houver uma lei específica determinando o cumprimento de medidas, o projeto não sairá da retórica. O projeto está no campo das idéias. O Nordeste não precisa de idéias, precisa de ações. Como "medida prática", Mangabeira propôs aos parlamentares a criação de uma nova escola média, que combine o ensino geral de orientação analítica e capacitadora e um novo tipo de ensino técnico, que substitua a aprendizagem de ofícios rígidos pelo domínio de capacitações práticas flexíveis e genéricas. Esta, também, é uma idéia originalíssima e que vem dando resultados fabulosos por onde quer que tenha sido implantada. Unger também defendeu mais blablablá: 1) a concorrência cooperativa entre as empresas, sob uma coordenação estratégica dos governos estaduais; 2) definiu ainda como indispensáveis grandes projetos industriais, como de siderúrgicas e refinarias de petróleo, mas desde que sejam executados com o objetivo de transformar a vida econômica e social do local em que são construídos; e 3) defendeu, também, a injeção de recursos nacionais na região. Vejamos: “concorrência cooperativa entre empresas” (alguém ensine a este ministro que, no capitalismo, cooperação e concorrência são antagônicas e autoexcludentes, por favor); outra pérola: “transformar a vida econômica e social do local em que são construídos” (que coisa bonita!). Finalmente, em grande estilo: "Não se organiza o Nordeste sem a transferência de recursos nacionais para o Nordeste, mas o mais importante é que haja um projeto"... Isso garoto! Você entendeu! É preciso um P-R-O-J-E-T-O, e para elaborar projetos factíveis, a partir de análises conjunturais realistas (dados técnicos, vocação regional, aspectos geográficos, sociais, econômicos e culturais etc.) é que você é pago com nossos impostos...
(Crédito de citações: Agencia Estado - 1/4/2009)

MULHERES! ABORTEM RUMO A UM FUTURO MAIS CONFORTÁVEL!

(Foto: Jaime Arrau)

Dilma Roussef defende a legalização do aborto. “Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização", argumentou. Dentro desta lógica brilhante, me sinto no direito de defender algumas similaridades: 1) usar drogas não é fácil para qualquer pessoa. Duvido que alguém se sinta confortável em destruir sua vida. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização da droga; 2) matar não é fácil para qualquer pessoa. Duvido que alguém mesmo motivado para tanto se sinta confortável em destruir a vida alheia. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização do homicídio; e 3) estuprar não é fácil para qualquer um. Duvido que alguém se sinta confortável em causar uma morte psicológica dessas a qualquer pessoa. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização do estupro… O aborto é um assassinato em nome da promiscuidade que impera em nossa sociedade, hoje. Nem é um caso de falta de educação a que se alude, pois mulheres educadas e da elite intelectual e econômica engravidam tanto quanto mulheres desinformadas. Além do que, deixemos de hipocrisia, é óbvio que qualquer mulher, por mais ignorante e desinformada que seja, sabe para que serve uma camisinha. Sabe-se, ainda, que a mulher não é o agente ativo da gravidez, e sim o feto. Ou seja, a prioridade é o feto e não a mulher. A ministra afirma, com toda sua profundidade analítica: "O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias". Aqui, Dilma mostra total falta de ética ao tentar justificar um erro por outro, além de caracterizar uma inversão de valores, tão comum nos dias de hoje: mulheres não morrem por praticarem aborto em condições precárias; mulheres morrem por não serem responsáveis pelos seus atos, morrem por praticarem promiscuidade, morrem por não respeitarem seus corpos e suas vidas. As mulheres a favor do aborto alegam serem donas de seus corpos. Não são. Não somos. Nossos corpos e nossas vidas são dádivas, a que devemos cuidar com sabedoria. Se você acha isso retórica vazia, vá olhar de perto um viciado em crack e depois me diga se você vislumbra ali o dono da vida perdida. Ou considera-se que não temos qualquer responsabilidade espiritual? Somos carne que pratica o sexo e produz, eventualmente, um embrião acidental passível de exclusão? Então, vamos parar com a encenação e assumir a barbárie institucionalizada. Da mesma forma, não sou dono do meu corpo para me drogar. Se a mulher é dona de seu corpo para a fornicação, por que não sou dono de meu corpo para introduzir drogas em mim? Então, dona Dilma, se chegar ao Planalto, permita que eu me drogue e morra à minha vontade. Dilma também afirmou que acredita em Deus, outra questão sensível entre os eleitores brasileiros. "Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha", disse, sorrindo, “amarelamente”. Que lamentável essa visão de Deus da ministra: se o avião balança ela faz uma rezinha. Seu vínculo com Deus se resume, pobremente, a uma rezinha de avião. As católicas, na questão do aborto, pedem o direito de decidir. Se fossem verdadeiramente cristãs, pediriam sabedoria e força para seguirem a Deus e não às suas - como as nossas - limitadíssimas consciências. A sociedade pede solidariedade às mulheres ameaçadas de prisão por abortarem. E quanto à solidariedade às vozes mudas de vidas assassinadas, quem pede? Certa vez assisti a uma entrevista na TV de uma mulher com sua filha ao lado, fruto de estupro de desconhecido e já adolescente. O amor e união demonstrados uma pela outra era tocante. A mulher testemunhava que seu tesouro em vida era sua filha, a qual não foi abortada, isso nem tendo sido cogitado pela mãe, repito, em uma gestação causada por estupro de desconhecido na rua! Ou seja, foi uma besta que fecundou esta mulher, mas ela não deu as costas à vida. Esta mulher, sim, acredita em Deus, dona ministra. A vida lhe deu um percalço, o estupro, e ela transmutou este ato vil em coragem, abnegação e amor a si e ao próximo. Isso não é pouco, dona Dilma. Eu também creio em Deus, e, do meu lado, rezarei fervorosamente para uma mulher com suas “qualidades” não vir a presidir meu País: uma mulher que crê no aborto e vive, a cada discurso que profere, exaltando formas de tortura pelas quais, supostamente, passou, como passaporte para certa credibilidade não me demonstra otimismo e fé, mas pessimismo e rancor, que não são qualidades de um estadista verdadeiro: "Tomei choques em várias partes do corpo, inclusive nos bicos dos seios. Tive até hemorragia. Depois de apanhar, era jogada nua em um banheiro, suja de urina e fezes". Certo Dilma, nós já sabemos exaustivamente disso. Está na hora de você virar esta página e perdoar, se almeja comandar um país olhando para frente, uma vez que a história nos mostra a herança de estadistas amargurados: Hitler, Idi Amin Dada, Stalin, Bush etc. Não, obrigado!... Em 28 de março último, em São Paulo, quatro mil pessoas se reuniram em ato público contra o aborto na Praça da Sé. Dilma quer ser Presidente. É um produto criado e lapidado por Lula, gênio político, seja isso positivo ou negativo para o Brasil. Dilma, muito menos experiente e gabaritada do que “n” postulantes ao cargo, deslumbrou-se com a idéia do chefe e só tem a possibilidade, hoje, de estar lutando pelo seu sonho político porque um dia sua mamãe não decidiu abortá-la: trocou suas fraldas, aturou seu choro na madrugada e deu-lhe uma educação cara e elitista. Quanto a mim, não quero um País de dilmas, nem de mulheres perdidas a gerarem vida morta. Espero um país de mulheres dignas, à altura de merecerem a igualdade que tanto pleiteiam.

(Crédito de citações: Fernando Exman)

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Depois de prefixo, quando a segunda palavra começar com s ou r, as consoantes devem ser duplicadas. Exemplos: antirreligioso, antissemita, contrarregra. No entanto, o hífen será mantido quando os prefixos terminarem com r, como hiper-, inter- e super-. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

QUEM SOU EU

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Salvador, BA, Brazil
Sou paulista, tenho 44 anos, e a seis anos moro em Salvador, Bahia, aonde vim fazer meu mestrado em arte-educação na Universidade Federal da Bahia. Sou professor de Metodologia de Pesquisa Científica na Faculdade São Tomaz de Aquino, nos cursos de Direito, Pedagogia e Comunicação. Presto serviços em Metodologia de Pesquisa Científica - minha especialidade - e Redação pela TEXTO&CONTEXTO: cursos, consultoria e normatização para textos científicos. Tenho atuado a mais de 15 anos junto a alunos de graduação e pós-graduação de universidades como UFBA, Uneb, USP, Unicamp, Unesp, UFPE, UFSC, FGV e universidades de Portugal e África, dentre outras. Em 2008, iniciei disciplinas no doutorado em Educação na UFBA como aluno especial.

ESTRADA

  • Nasci em São Paulo, capital, e fui criado no bairro da Moóca, tipicamente de classe média italiana, nascido como bairro proletário.
  • Nos anos de 1987 e 1988 fui membro individual da Anistia Internacional e em 1989 fui membro de grupo, escrevendo cartas para chefes de Estado e de Governo do mundo todo em prol de presos políticos e de consciência.
  • Em 1989, iniciei bacharelado no Instituto de Artes da Unicamp.
  • Em 1993, trabalhei como voluntário responsável pela biblioteca no Centro Boldrini, hospital referência no tratamento do câncer infantil, em Campinas.
  • Em 1996, com mais seis amigos, fundei o Centro de Cultura e Convívio Cooperativa Brasil, em Campinas.
  • Em 2000, escalei o vulcão Villarica, no Chile, o mais ativo da América do Sul, com quase 4 mil metros.
  • Em 2001, conclui especialização em Metodologia de Pesquisa Científica pela Unicamp.
  • Em 2003, graduei-me na ABADÁ-Capoeira.
  • Em 2007, conclui mestrado na área de arte-educação pela UFBA.
  • Desde 2007, sou membro da Igreja Batista da Graça.
  • Atualmente, sou Membro Internacional e de Rede de Ação Urgente da Anistia Internacional, escrevendo cartas para chefes de Estado e de Governo do mundo todo em prol de presos políticos e de consciência.

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